Nos embalos de sábado a noite

junho 22, 2009 por strongconvictions

Por mais que estivesse contrariado, tentei fazer do seu jeito. Por mais que não concordasse com seus motivos, eu os entendi, acreditando que eram justos e sem duvidar de sua veracidade. Eu realmente ia fazer tudo do jeito como você disse que gostaria. É verdade que sou um tanto transparente e que, em consequência disso, não consigo disfarçar meu humor nem meus sentimentos. Talvés por isso, ao ver em meus olhos que eu não queria te deixar sozinho em meio à tantas companhias maltrapilhas e desdenhosas, você tenha me pedido para te acompanhar por alguns minutos. Tentei relutar, na esperença de manter o pouco do que sobrara da convicção das minhas decisões nesses últimos 6 meses. Mas, não deu. Como sempre, acabei cedendo aos seus murmurados pedidos e lá se ia o resto da minha moral.

Durante o caminho, tentei usar o vento gelado e o frio que ruborizava nossos rostos para disfarçar minha auto-indignação e te convencer de que estava tudo bem e que na manha seguinte arcodariamos como nas manhas daquele saudoso primeiro mês de namoro. Acredito ter funciado.

Após me despedir, desci as escadas me sentindo um tanto quanto estranho. Não sabia definir o que sentia naquele momento. Sentia saudades de você, queria te amar desesperadamente alí mesmo no chão, sem qualquer pudor. Mas também deseja chorar e em meio às lágrimas te dar umas boas palmadas e dizer um turbilhão de coisas retidas pelo filtro que ficava entre minha cabeça (ou coração?) e minha boca.

E então, respirei fundo, escolhi uma música qualquer para embalar minha caminhada e com um cigarro já asceso, fui embora, disfarçando minha tristreza, meu medo, minha insegurança e meu amor.

Doubt

abril 23, 2009 por strongconvictions

Não, ele não havia acreditado em toda aquela história. O outro estava diferente demais para transmitir alguma confiança. O olhar era outro. A forma de encarar a discussão era outra. O outro era outro e não aquele de antes.

Sabia sim a causa de todos aqueles problemas. Não podia ignorar que no fundo, talvez, a culpa realmente fosse sua. Ou não. Mas o que não sabia era o desenrolar dos fatos, as consequencias de toda aquela confusão.

Desconfiava de algumas coisas, mas não tinha lá grandes certezas. Mas sabia, com toda convicção, que não lhe contaram a verdade.

O mais estranho é que desde o momento em que colocou os pés para fora de casa naquela noite sabia que algo ruim iria acontecer. Não ouse ignorar seus pressentimentos…

Entretanto, apesar de corroído pela inquietante dúvida, decidiu não dar asas à (intuição) imaginação e então esquecer, pois sabia o quão doloroso seria perdê-lo. Não seria capaz de suportar tamanho sofrimento.

Lá se ia mais um caquinho de confiança.

E essas coisas não se curam com uma noite de amor…

 

A eventual ebriedade do ser

abril 20, 2009 por strongconvictions

Acordou de relance. Não sabia muito bem onde estava nem o que tinha acontecido.

Aos poucos foi se adaptando à escuridão e reconhecendo os objetos do seu já tão batido quarto.

Ainda meio zonzo olhou para o lado. Ele estava lá.

A certeza de que tudo estava bem, posto a presença dele, veio imediata, acompanhada de uma forte dor de cabeça.

Ficou ali, admirando o que não cansava de chamar de seu.

Um gosto amargo percorreu sua boca, trazendo consigo a lembrança de momentos da noite passada. Intensos e turbulentos… era assim que tinha sido.

Sorriu, como quem tem a certeza do quão ridículo tinha sido.

E o resto foram beijos e carinhos… aqueles tão jurados…e explanados.

Wish

abril 17, 2009 por strongconvictions

- Por favor, uma bolha para dois!

- Pois não. Com gelo?

- Não, não. Sem gelo. A coisa aqui vai ficar quente.

Bipolaridade

abril 16, 2009 por strongconvictions

Dasviando-se da cotidiana e inoportuna multidão, por um momento ele realmente se esqueceu o porque daquele visita. Andou rápido e ancioso. Porém ao se lembrar da dolorosa missão, recuou. Diminuiu o passo. Ficou ofegando, enquanto recostava-se em um canto qualquer. Tudo girava à sua volta e nada mais era lúcido e tangível como antes.

Mas estava determinado, apesar da intensa dor. Levantou-se, abortou um início de lágrima que quase lhe escapuliu. Seguiu em frente.

Tudo parecia como antes, mas não era. Sabia que era diferente dessa vez, por mais que não o quisesse.

Sentou-se. Os olhares se cruzaram. Três palavras, sem qualquer conteúdo, foram ditas … não conseguiu. Desviou o olhar,  seguido de lágrimas que teimavam em cair.

Mas estava consciente do que deveria fazer e mesmo em meio à tantas lágrimas balbuciou algumas palavras, essas sim, carregadas de verdade e sentimento, as quais, já sabia o outro, desembocariam em um trágico fim.

Novamente não conseguiu controlar. A voz falhou. A respiração acelerou-se. Derramou-se me pranto.

O outro, como sempre e sem qualquer resquício de surpresa, tomou as rédias, e concluiu: E fim?

A dor, a dúvida e o medo estavam do jeito que o Diabo gosta, nús e crús.

Entretanto, a energia de que tanto falava o outro, sem avisar, expandiu-se, gloriosa.

E o fim foi o começo.

O começo do que já era antes… e que para sempre será.

Confissão

abril 10, 2009 por strongconvictions

Ok. Tenho que confessar.

Estou apanhando um pouco do Word Press!

Help me, baby!

Hello world!

abril 8, 2009 por strongconvictions

Olá mundo cruel!!!

E demos início à mais um blog.

Na verdade, não não sei bem o que escrever em um primeiro post. Talves,  minhas intençõs já sejam um bom começo. Então, vamos à elas:

Minhas experiencias, as loucas figuras que encontro por aí, os lugares, as amarguras e gozos da vida serão meu grande alvo aqui. Talves, eu perceba que minha fortes convicções (pra quem nao notou, é o nome do blog – strong convictions) nao sejam assim tão fortes… e quem sabe elas nem mesmo existam.

Quero troca, quero sentir o que as pessoas tem para me dizer e quero que sintam o que eu tenho pra falar.

Quero mostrar que estou vivo, que sou intenso, que gosto da vida, que ela pode ser mágica… afinal, todos nós não viemos aqui contar umas história?!

Então é isso, por enquanto.

Beijos e boa sorte!

A gente se esbarra.